segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

amores platônicos

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Como a gente gosta muito de clichês, aí vai mais um: amores platônicos.

  Quem nunca teve um amor platônico, por favor, atire a primeira pedra! Geralmente acontecem mais na infância, é o nosso primeiro amor. 
  Amor - não sei se no caso dos amores platônicos o que ocorra seja amor, mas sim uma pequena (ou enorme) obsessão.
  Não me diga que você não se lembra dos planos que arquitetou com a ajuda de uma amiga, das brigas que teve com esta mesma amiga por ciúmes, das vezes que se sentiu triste, pois seu ‘amor’ não lhe notava? Pensando bem, acho que estou generalizando demais essa coisa da infância e adolescência, não é só nessas fases que o amor platônico pode surgir, ele pode aparecer mesmo quando sua cabeça é mais madura, mais vivida.
  Depois de um tempo percebemos o quão inútil foi aquele sentimento, aquelas lágrimas desperdiçadas, aquele tempo gasto pensando em alguém que você julgava ser o amor de sua vida. Na verdade, nem tão inútil assim é o amor platônico. Ele nos ensina a ter maturidade, talvez ensine mais: a valorizar quem nos ama, a ter um sentimento saudável, não dominador ou obsessivo.
  O amor platônico por mais maldoso que seja, ainda nos da a chance de usufruir de algumas lições e até criar a moral da história, com cada história em particular. Refletir sobre seus erros e ver como você se transformou faz com que você se sinta mais madura e de fato, a sua percepção de vida muda, em especial dos amores, lhe faz avaliar mais seus sentimentos na próxima vez, evitando assim grandes desastres e lhe dando a chance de conhecer o verdadeiro sentido da palavra amor.